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do Hospital de
Olhos de Cascavel

Quando devo ir ao oftalmologista? Descubra neste guia detalhado por idade

Você provavelmente já sabe que fazer suas consultas e exames com frequência pode ser o ato decisivo entre a saúde ou o adoecimento dos seus olhos. Inúmeras enfermidades têm tratamento facilitado e/ou maior chance de cura se descobertas ainda no início. Dessa forma, as consultas frequentes tornam-se ainda mais importantes, uma vez que muitas doenças oculares são silenciosas e podem evoluir sem sintomas perceptíveis pelo paciente.

Mas qual é a frequência ideal para você? É preciso lembrar que cada idade exige processos diferentes, por isso selecionamos as principais informações que você precisa saber para manter os cuidados médicos sempre em dia. Continue a leitura e confira!

Bebês (0 a 2 anos)

Nos primeiros meses de vida, a visão ainda está em desenvolvimento. Possíveis problemas não tratados nessa fase podem comprometer permanentemente a capacidade visual da criança, prejudicando o bem-estar ao longo de toda a vida. Por isso, o cuidado com a visão deve começar logo após o nascimento. 

Ainda na maternidade, é realizado o conhecido teste do olhinho, fundamental para detectar alterações importantes, como catarata congênita e glaucoma congênito. Esse exame é simples, mas pode evitar consequências graves no desenvolvimento visual do bebê. 

Mesmo quando o primeiro teste não aponta alterações, é recomendável que a criança passe por uma avaliação oftalmológica completa ao longo do primeiro ano de vida e consultas extras se necessário. Em resumo:

  • Ao nascer: teste do olhinho (teste do reflexo vermelho)
  • Até 1 ano: pelo menos 1 consulta completa
  • Até 2 anos: avaliação adicional, se necessário

Algumas condições que podem ser detectadas nessa fase:

  • Catarata congênita
  • Glaucoma congênito
  • Retinopatia da prematuridade
  • Estrabismo (olhos desalinhados)
  • Alterações no desenvolvimento visual

Crianças (3 a 10 anos)

Entre os 3 e 10 anos, a visão desempenha um papel fundamental no aprendizado e no desenvolvimento social da criança. O ideal é que as consultas ocorram a cada um ou dois anos, mesmo que não haja queixas aparentes.

Erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, podem surgir de forma gradual. Muitas crianças não conseguem expressar que estão com dificuldade para enxergar, e os sinais acabam aparecendo de forma indireta, como queda no rendimento escolar, dores de cabeça ou o hábito de aproximar demais o rosto de telas e livros.

Outro ponto importante dessa fase é a identificação da ambliopia, conhecida como “olho preguiçoso”. Quando diagnosticada precocemente, ela tem altas chances de tratamento eficaz. No entanto, se negligenciada, pode causar prejuízos permanentes.

Frequência recomendada

  • A cada 1 ou 2 anos, mesmo sem sintomas

O que pode ser detectado

  • Miopia
  • Hipermetropia
  • Astigmatismo
  • Ambliopia (olho preguiçoso)
  • Dificuldades de aprendizagem relacionadas à visão

Sinais de alerta

  • Aproximar muito o rosto de telas ou livros
  • Dores de cabeça frequentes
  • Queda no desempenho escolar

Adolescentes (11 a 19 anos)

Na adolescência, a recomendação geral é de consultas anuais. Isso se deve, principalmente, à rápida progressão de problemas como a miopia, que costuma se intensificar nesse período.

Além disso, o estilo de vida dos adolescentes atuais, marcado pelo uso excessivo de telas, como celulares, computadores e videogames, tem contribuído para o aumento de sintomas como cansaço visual, ardência, visão embaçada e olho seco.

O acompanhamento regular permite não apenas ajustar o grau dos óculos ou lentes de contato, mas também orientar sobre hábitos mais saudáveis.

Frequência recomendada

  • A cada 1 ano

O que pode ser detectado

  • Progressão da miopia
  • Astigmatismo
  • Problemas relacionados ao uso excessivo de telas
  • Olho seco digital

Fatores de risco

  • Uso prolongado de celular, computador e videogame
  • Baixa exposição à luz natural

Adultos (20 a 39 anos)

Entre os 20 e 39 anos, muitas pessoas acreditam que só precisam ir ao oftalmologista se perceberem algum problema. No entanto, o ideal é manter consultas a cada dois anos, ou anualmente em casos específicos, como uso de lentes de contato, histórico familiar de doenças oculares ou exposição intensa a telas.

Nessa fase, além da correção de grau, o acompanhamento permite identificar precocemente alterações oculares que podem estar relacionadas a fatores genéticos ou ao estilo de vida. Também é comum o surgimento da síndrome do olho seco, especialmente em pessoas que passam longas horas em ambientes com ar-condicionado ou diante de dispositivos digitais.

A prevenção, também nesse momento da vida, é a principal aliada para evitar complicações futuras.

Frequência recomendada

  • A cada 2 anos, se não houver sintomas
  • Anualmente, se houver fatores de risco

O que pode ser detectado

  • Erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo)
  • Síndrome do olho seco
  • Problemas relacionados ao uso de telas
  • Doenças hereditárias em estágio inicial

Atenção especial se você:

  • Usa lentes de contato
  • Trabalha muitas horas em frente a telas
  • Tem histórico familiar de doenças oculares

Adultos (40 a 59 anos)

A chegada dos 40 anos marca uma mudança importante na saúde ocular. A partir dessa idade, consultas anuais tornam-se indispensáveis, mesmo para quem nunca teve problemas de visão.

Um dos primeiros sinais dessa fase é a presbiopia, popularmente conhecida como “vista cansada”, que dificulta a leitura de perto. Além disso, aumenta o risco de doenças como glaucoma, catarata e degeneração macular em estágios iniciais.

O grande desafio dessas condições, conforme já adiantamos, é que muitas delas evoluem sem sintomas evidentes. O glaucoma, por exemplo, pode causar perda progressiva do campo visual sem que a pessoa perceba. Por isso, o diagnóstico precoce, feito durante consultas de rotina, é essencial!

Frequência recomendada

  • Anualmente

O que pode ser detectado

  • Presbiopia (vista cansada)
  • Glaucoma
  • Catarata inicial
  • Degeneração macular precoce

Sinais comuns

  • Dificuldade para ler de perto
  • Necessidade de mais luz para enxergar
  • Visão embaçada

Idosos (60+ anos)

Após os 60 anos, o acompanhamento oftalmológico deve ser, no mínimo, anual. Nesse período, a incidência de doenças oculares aumenta significativamente, e muitas delas podem levar à perda irreversível da visão se não forem tratadas adequadamente.

A catarata, por exemplo, é uma das condições mais comuns e pode ser tratada com cirurgia. Já a degeneração macular relacionada à idade afeta a visão central e pode comprometer atividades como leitura e reconhecimento de rostos.

Além disso, doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, bastante frequentes nessa faixa etária, podem causar complicações oculares importantes, como a retinopatia diabética.

Frequência recomendada

  • Pelo menos 1 vez por ano

O que pode ser detectado

  • Catarata
  • Glaucoma
  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)
  • Retinopatia diabética
  • Doenças vasculares oculares

Fatores de risco importantes

  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Histórico familiar

Quando procurar um oftalmologista imediatamente?

Sempre é bom lembrar que algumas ocorrências irão exigir ação imediata. Ou seja, será necessário procurar um profissional com máxima urgência para que o quadro não piore. Alguns dos principais motivadores são:

  • Perda súbita de visão
  • Dor ocular intensa
  • Visão dupla
  • Flashes de luz ou manchas escuras
  • Vermelhidão persistente

De olhos abertos para a prevenção

Esperamos que não reste dúvidas de que manter consultas regulares com o oftalmologista é a melhor forma de prevenir doenças e preservar a qualidade de vida. E nada melhor do que contar com uma equipe de profissionais altamente qualificados pronta para te atender!

No Hospital de Olhos de Cascavel, você encontra estrutura completa e tecnológica para cuidar de você e sua família em todas as fases da vida.

Agende sua consulta agora mesmo e mantenha sua saúde ocular sempre em dia.

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