Vídeo: Oftalmologia e a sétima arte

Hoje queremos tratar de um triângulo amoroso especial: cinema, oftalmologia e você.

Pensando em como abordar temáticas relacionadas à saúde ocular de maneira mais descontraída, vamos trazer curiosidades das telonas, celebridades e filmes que abordaram o sentido da visão em suas tramas, além de dicas para que você aprecie o cinema da forma mais confortável possível.

Confira abaixo 4 dicas de bons filmes que relacionam a oftalmologia através da arte.

Ensaio sobre a cegueira

Inspirado no livro de mesmo título, do escritor José Saramago, a trama ficcional surge a partir de uma inexplicável epidemia de cegueira que atinge a cidade. Temendo o contágio de toda a população, o governo isola os afetados em um manicômio abandonado. Confinados, surge a disputa pelo poder de quem administrará os recursos básicos de sobrevivência no local.

O enredo aborda a dicotomia da sociedade ao representar, de um lado, quem luta pela igualdade de direitos e deveres e, de outro, os que desejam governar de forma ditatorial. Além disso, traz a reflexão sobre o comportamento primitivo que assumimos quando algo ameaça nossa estabilidade.

Bird Box

O enredo se desenrola a partir do misterioso motivo que leva as pessoas a se comportarem como zumbis ou adotar comportamentos suicidas. Inicialmente, se constata que o surto tem origem visual.

Pelo risco do contágio, as pessoas ficam enclausuradas, como pássaros em uma gaiola, e procuram se proteger com os olhos vendados.

O desfecho pode desagradar alguns espectadores, provocando a sensação de um final inacabado. Porém, o livro homônimo em que a narrativa se baseia deixa pistas conclusivas sobre a atitude da personagem principal.

Perfume de Mulher

No filme, o protagonista Frank, estrelado por Al Pacino, é um ex militar cego e revoltado que leva o jovem Charlie para passar o fim de semana de Ação de Graças em Nova York. Durante a viagem, Frank revela a Charlie seus planos de visitar a família, desfrutar da gastronomia, dormir com uma bela mulher e, no final, tirar a própria vida. A narrativa sobre esse fim de semana se desdobra de forma surpreendente.

Ray

O filme retrata a comovente biografia do pianista Ray Charles que, cego desde os 7 anos de idade, presencia a morte do irmão mais novo dois anos antes.

Ray, apesar de ter enfrentado uma infância pobre, marcada por trágicos acontecimentos, teve uma trajetória brilhante no mundo da música. Seu estilo incorpora o gospel com ritmos do country e do jazz. Sua carreira também é marcada pelo preconceito racial que enfrentava nas casas noturnas em que se apresentava e pelo vício em heroína.

Fora da ficção, as principais incidências de cegueira acometem a população idosa, pois estão associadas ao envelhecimento. Como a população brasileira apresenta uma das maiores taxas de aumento da expectativa de vida entre os países mais populosos do mundo, a tendência é que os casos de cegueira também aumentem por aqui.

A cegueira por trás das câmeras


As três maiores causas de cegueira no Brasil e no mundo são doenças que acometem, sobretudo, os idosos: catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. Mas, também, pode ser desencadeada por ceratocone, retinose pigmentar ou retinopatia diabética.

De forma análoga ao episódio que deixou Ray Charles cego, de acordo com parâmetros estabelecidos pela OMS, podemos observar que as condições econômicas estão diretamente relacionadas às estimativas de cegueira. A cegueira acomete 5 vezes mais a população pobre do que a população rica, o que se explica pelo privilégio de acessibilidade especializada em tratar da saúde ocular.

De olho nas telinhas: nosso ponto de vista

Por fim, vamos dar algumas dicas para que sua experiência no cinema seja a mais agradável possível, de acordo com nosso ponto de vista.

  • Se, ao se sentar na poltrona, você precisa ficar com os olhos semicerrados para acompanhar a legenda do filme, ou mesmo enxergar as imagens com mais nitidez, isso pode indicar que você tem miopia;
  • Se nota uma dificuldade incomum para enxergar no escuro, isso pode ser um sinal de algum problema de visão, como o princípio de uma catarata. Repare se há dificuldade em enxergar as poltronas ou se, para se locomover na sala de cinema, você precisa tatear cuidadosamente cada degrau e o corrimão.
  • O estrabismo, ou complicações decorrentes do “olho preguiçoso” , podem interferir na experiência do portador em filmes 3D. Como essas condições impedem o paralelismo da visão, a pessoa tem a percepção de profundidade diminuída, o que pode fazer com que ela não identifique os efeitos da visão em três dimensões.
  • Se você foi ao cinema acompanhado(a) e o seu/sua parceiro(a) está tendo reações empolgadas durante o filme, mas você não nota nada de diferente, isso pode indicar algum problema de visão.
 

Esperamos que você tenha curtido nossas dicas de filmes! Caso tenha se identificado com um ou mais sintomas mencionados acima, procure o oftalmologista para verificar se há algum problema de visão. As lentes de contato ou o uso de óculos podem te proporcionar uma experiência muito mais confortável dentro e fora do cinema.


Fonte: COA

Compartilhar
0

Categorias

Quer receber nossas dicas e novidades?

É só cadastrar seu contato aqui.