Receber o diagnóstico de catarata costuma gerar muitas dúvidas e, quando o paciente convive com doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão ou problemas cardíacos, é comum que surja o medo: “Será que posso fazer a cirurgia?”
A boa notícia é que doenças sistêmicas não impedem a cirurgia de catarata. Contudo, elas exigem avaliação cuidadosa, acompanhamento rigoroso e protocolos específicos de segurança, para que o procedimento seja realizado com tranquilidade e bons resultados.
Diabetes e a saúde dos olhos
O diabetes é uma condição sistêmica que pode impactar diretamente a visão. Uma das principais complicações oculares é a retinopatia diabética, doença que afeta a retina, estrutura interna do olho responsável por captar as imagens e enviá-las ao cérebro.
“A retina diabética é a principal causa de cegueira no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, devido, principalmente, à agressividade com que a doença atinge o olho, danificando a retina, que é uma estrutura que não se regenera”, alerta o médico oftalmologista dr. Matheus Tonello.
Além disso, acrescenta o especialista, ela não é de fácil tratamento. “Ela não é substituível, por exemplo, como um transplante de córnea. Então, os danos que ocorrem na retina são danos profundos”.
Isso se dá, explica o oftalmologista, quando a glicemia permanece descontrolada ao longo do tempo, o que pode danificar os vasos sanguíneos da retina, levando a alterações progressivas da visão e, em casos mais graves, à perda visual irreversível.
Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa. O paciente enxerga bem por anos, até que surgem complicações graves, como hemorragias oculares, que podem causar danos profundos e permanentes à visão.
Por isso, a principal forma de tratamento da retinopatia diabética ainda é a prevenção: não permitir que a doença avance a ponto de gerar sequelas irreversíveis.
Dessa forma, preservar a visão passa, necessariamente, por:
- Controle adequado da glicemia
- Acompanhamento com endocrinologista
- Alimentação equilibrada e prática de atividade física
- Consultas oftalmológicas regulares, mesmo na ausência de sintomas
- Catarata e retinopatia diabética: atenção redobrada
Outro alerta do oftalmologista é que pacientes com diabetes podem desenvolver catarata mais precocemente. A cirurgia é, sim, possível e indicada na maioria dos casos, mas, antes de qualquer procedimento, é fundamental avaliar a saúde da retina.
No Hospital de Olhos Cascavel, essa avaliação é feita por meio de exames oftalmológicos completos, que podem incluir:
- Exame clínico oftalmológico detalhado
- Mapeamento de retina
- Tomografia de coerência óptica (OCT)
- Angiografia fluoresceínica
- Ecografia ocular, quando necessária
Esses exames permitem identificar se há retinopatia diabética, em que estágio ela se encontra e se o olho está preparado para a cirurgia de catarata com segurança.
E quem tem pressão alta, doenças cardíacas ou outras condições?
Pacientes com hipertensão arterial, doenças cardíacas, renais ou outras condições sistêmicas também podem realizar a cirurgia de catarata. O que muda é o cuidado no preparo pré-operatório.
Nesses casos, é fundamental:
- Ter a doença de base controlada
- Seguir as orientações médicas antes e após a cirurgia
- Integrar o acompanhamento do oftalmologista com outros especialistas, quando necessário
Esse conjunto de cuidados garante mais segurança, menor risco de complicações e uma recuperação mais tranquila.
Cuidar da visão é um compromisso contínuo
A perda visual, especialmente quando acontece de forma abrupta, impacta profundamente a vida do paciente e de sua família. Por isso, mais do que tratar, é essencial orientar, acolher e acompanhar.
No Hospital de Olhos Cascavel, o cuidado vai além da técnica. Cada paciente é orientado de forma clara, humana e responsável, para que compreenda sua condição, participe do tratamento e se sinta seguro em cada etapa do processo.
Se você tem diabetes ou alguma doença sistêmica, não deixe de cuidar da sua visão. Consultas regulares com o oftalmologista, exames preventivos e o controle da saúde geral fazem toda a diferença para preservar aquilo que é tão essencial: a sua qualidade de vida.



