Nem sempre a queda no rendimento escolar está ligada à falta de atenção ou dificuldade de aprendizagem. Em muitos casos, o problema pode estar na visão das crianças. Alterações visuais não diagnosticadas impactam diretamente a capacidade da criança de acompanhar as aulas, copiar conteúdos e manter o foco nas atividades. A orientação é do Hospital de Olhos de Cascavel, que reforça a importância da avaliação oftalmológica regular na infância.
De acordo com a oftalmologista Dra. Carolina Andrade, do hospital, a visão tem papel decisivo no desempenho acadêmico: “A visão impacta muito no rendimento escolar. Uma miopia pode levar a criança a não copiar a lição do quadro, ter dores de cabeça e não render todo o potencial que teria se tivesse toda a sua visão”.
A miopia dificulta enxergar objetos distantes, como o que está escrito no quadro, e pode fazer com que o aluno evite participar das atividades ou apresente desinteresse aparente, mas apenas devido à sua própria dificuldade.
Sinais de alerta na sala de aula
Alguns comportamentos podem indicar que a criança não está enxergando bem. Aproximar-se excessivamente do caderno ou da televisão, apertar os olhos para focar, inclinar a cabeça, reclamar de dor de cabeça frequente e apresentar dificuldade para copiar conteúdos são sinais que merecem atenção. “Se a criança não copia rápido, se ela se aproxima muito dos cadernos, pode ter uma hipermetropia não corrigida”, alerta a médica. A hipermetropia dificulta a visão de perto e pode gerar cansaço visual, afetando a concentração e a velocidade de leitura e escrita.
Telas
O excesso de telas também é um fator de risco crescente. “O excesso de telas aumenta o risco de miopia em crianças, além de provocar olho seco, cansaço, dor nos olhos e na cabeça”.
Isso ocorre porque o uso prolongado de celulares, tablets e computadores exige esforço contínuo da visão de perto, o que pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de problemas visuais. E, segundo a oftalmologista, nossos olhos não foram feitos para focarem algo perto por tanto tempo.
Orientação e prevenção
A recomendação aos pais é que a criança passe por avaliação oftalmológica mesmo que não apresente queixas evidentes, especialmente no início da vida escolar.
Caso o exame esteja dentro da normalidade, alguns cuidados simples ajudam a preservar a saúde ocular: “Se o exame for normal, é importante orientar a criança a ficar ao menos um braço dela de distância de cadernos e livros para fazer a leitura”, orienta a Dra. Carolina.
Identificar precocemente alterações visuais é fundamental para evitar impactos no aprendizado e na autoestima. Com diagnóstico adequado e, quando necessário, uso de óculos ou tratamento específico, a criança pode desenvolver plenamente seu potencial escolar e garantir mais qualidade de vida.
Agende hoje mesmo a consulta do seu filho e da sua filha para que ele possa aproveitar ao máximo seu potencial escolar.



