Vídeo: Check-up ocular: abra os olhos, enquanto é tempo

Muitas doenças dos olhos se desenvolvem silenciosamente, e quando você percebe, já pode ser tarde. Só um diagnóstico precoce é capaz de revertê-las ou tratá-las de forma eficaz. Sem contar que seus olhos funcionam como uma janela também em sentido inverso: através deles, é possível detectar sintomas de problemas que afetam igualmente outras partes do corpo humano.  Por isso, a visita ao seu oftalmologista de confiança, ao menos uma vez ao ano, é uma questão de extrema importância. Na maioria das vezes são exames simples, de rotina, que servem para prevenir e diagnosticar um problema e até evitar uma possível cegueira.


Na infância, os cuidados começam ao nascer, com o teste do olhinho, feito ainda na maternidade. É um exame simples. Entre outros problemas, pode detectar sintomas de catarata congênita, hemorragias e retinoblastoma (um câncer mais comum na infância,  que, se diagnosticado tardiamente, torna-se muito grave),  e mesmo graus muito elevados de miopia ou hipermetropia. Em qualquer indício de anormalidade, a criança deve ser encaminhada de imediato ao ftamologista. Nesta fase, recomenda-se um check-up a cada seis meses. A visão humana forma-se essencialmente até os oito anos de idade e é nessa faixa de idade que 90% das causas de cegueira e comprometimentos visuais graves podem ser evitados. Segundo o CBO, ao menos 30 mil crianças brasileiras hoje estão cegas, exatamente porque não foram atendidas e tratadas precocemente. Uma visita periódica ao oftalmologista poderia ter evitado o pior.


Já na adolescência e fase adulta, o recomendável é uma visita anual ao oftalmologista, mesmo que a pessoa não apresente nenhum problema na visão. É através destas consultas que o especialista, através de exames como a refratometria, avalia a acuidade visual e pode detectar problemas comuns como miopia, astigmatismo e hipermetropia. O exame do fundo de olho também pode diagnosticar doenças sistêmicas como diabetes e pressão alta, ou avaliar suas consequências sobre a saúde dos olhos. além de detectar problemas oculares como glaucoma ou tumores na retina. Já a topografia  permite o mapeamento e observação da superfície da córnea. Ceratocone é uma doença revertida com o transplante de córnea, mas ela também pode ser controlada, se for detectada em tempo.


A miopia, que faz com que o paciente enxergue mal à distância é comum nesta faixa de idade. Segundo a Associação Americana de Oftalmologia, 50% de todo o mundo estará sofrendo de miopia, até 2050, isto equivale a algo em torno de 4,7 bilhões de pessoas.


Entre os idosos, a partir dos 60 anos, a visita periódica ao oftalmologista tem como foco a presbiopia (vista cansada), a catarata e o glaucoma, que é um  problema da visão associado ao aumento da pressão intraocular. A catarata, que complica a vida de ao menos 85% das pessoas que chegam aos 80 anos, pode ser corrigida com uma cirurgia simples, na qual é possível  implantar as chamadas lentes intraoculares premium, que corrigem o astigmatismo e a presbiopia, recuperando ao mesmo tempo também a boa visão de longe e de perto. O glaucoma provoca lesões no nervo ótico e pode levar à cegueira, se não for tratado corretamente.  que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, pode levar a cegueira irreversível, caso não seja tratado. Nesta idade também é maior a incidência de diabetes, que provoca a retinopatia diabética, uma das maiores causas de cegueira no mundo. A melhor forma de combate está no controle rigido dos níveis de glicose no sangue, mas, paralelamente, exames oftalmológicos regulares são essenciais para detectar complicações oculares decorrentes do diabetes e permitir o início do tratamento o mais cedo possível, quando as chances de controlar a doença são maiores.

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