Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca 3% da população mundial sofre de estrabismo, uma doença de desvio nos olhos que, por questões estéticas, pode ocasionar muitos constrangimentos.

O estrabismo, também conhecido como ‘olho torto ou vesguice’ é mais comum entre as crianças, no entanto, pode surgir em adultos como consequência de um trauma físico e lesão neurológica.

"A patologia pode ser congênita, quando nasce com a criança, ou adquirida. Neste segundo caso ela é classificada em primária, quando surge em crianças de até quatro anos, ou secundária, quando aparece em adultos que sofreram traumatismo no crânio, tumor cerebral, diabetes e outros", explica a oftalmologista e especialista em estrabismo Silvana Volpe de Lazary.

Uma das principais causas para o estrabismo primário, de acordo com a especialista, é a hereditariedade, ou seja, quando um dos membros da família sofreram ou sofrem com mesma doença.


Além da estética

Nas crianças, o mais comum é que a doença apareça antes dos oitos anos, por isso os pais devem ficar atentos e observar as crianças caso elas tropecem muito e se nas fotos ficam com os olhos tortos.

"O estrabismo infantil, não tratado, pode levar a uma falta importante e irreversível da visão em um dos olhos, ou seja, a ambliopia que é um mecanismo visual que caso não seja utilizado faz com que algumas estruturas cerebrais se atrofiem e paralisem o desenvolvimento visual", ressalta Silvana.

Nos adultos, a doença pode levar a diplopia, duplicação da imagem, impedindo as atividades normais da pessoa, como trabalhar e dirigir, pois há perda da visão estereoscópica (3D), causando náuseas, dor de cabeça e desequilíbrio.

O estrabismo, conforme a oftalmologista, pode levar à perda da visão se o paciente não receber tratamento a tempo. Nas crianças, o ideal é dar início ao tratamento antes dos seis e até os dez anos.

"O tratamento pode ser realizado através do uso de óculos e oclusão, ou seja, cirurgia, porém em alguns casos é necessário os dois procedimentos. O mais importante é que, diante da suspeita da doença, o paciente seja rapidamente avaliado e diagnosticado".

Vale lembrar que os bebês, de até seis meses, podem desviar eventualmente os olhos e isso não deve ser considerado estrabismo, pois trata-se de uma imaturidade neurológica normal.

Silvana recomenda ainda que, nos casos das crianças, os pais ou esponsáveis acompanhem e fiquem alertas com relação ao desenvolvimento visual dos pequenos.

"Assim que a criança nasce é realizado o teste o olhinho e depois os pais podem levá-la para realizar os exames em três fases da vida: no início das atividades escolares, na adolescência e na fase adulta", orienta.

Fonte: O Diário

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