O diabetes é uma enfermidade que acomete cerca de 13% da população brasileira, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Isso significa que 1 em cada 8 pessoas convive com a doença, que envolve sintomas como aumento da sede, vontade frequente de urinar, aumento do apetite, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente. A enfermidade ainda pode causar complicações, como doenças cardiovasculares, danos aos rins, alterações nos nervos, dificuldade de cicatrização e problemas de visão.
Entre os problemas de visão, a retinopatia diabética é uma das principais complicações. Além disso, configura uma das causas mais comuns de perda de visão no mundo. No início, a retinopatia pode evoluir sem sintomas aparentes, o que torna o diagnóstico precoce e o acompanhamento oftalmológico fundamentais para preservar a saúde ocular.
Neste artigo, você vai entender melhor o que é a retinopatia diabética, de que forma o diabetes compromete a visão e quais são os estágios da doença, para ficar sempre de olho e identificá-la o quanto antes, se necessário.
O que é retinopatia diabética?
A retinopatia diabética é uma doença que afeta a retina, a camada sensível à luz, localizada no fundo do olho e responsável por transformar imagens em sinais enviados ao cérebro.
Ela ocorre quando níveis elevados de glicose no sangue, característicos do diabetes, danificam os pequenos vasos sanguíneos da retina. Com o tempo, esses vasos podem sofrer alterações, como vazamentos, obstruções ou crescimento anormal, prejudicando a visão.
Como o diabetes compromete a visão?
O diabetes afeta a visão principalmente por meio de alterações na circulação sanguínea da retina. O excesso de açúcar no sangue pode causar:
- Fragilidade nos vasos sanguíneos, levando a vazamentos de fluidos e sangue;
- Inchaço da retina (edema), especialmente na região central (mácula), responsável pela visão detalhada;
- Formação de novos vasos anormais, que são frágeis e podem se romper facilmente;
- Cicatrizes na retina, que podem causar descolamento e perda severa da visão.
Essas alterações comprometem progressivamente a capacidade visual, podendo levar à cegueira se não tratadas.
Estágios da retinopatia diabética
A retinopatia diabética evolui em diferentes fases, que variam de leve a grave:
1. Retinopatia diabética não proliferativa (inicial)
É o estágio mais comum e inicial da doença. Nele, ocorrem pequenas alterações nos vasos da retina, como microaneurismas e pequenos vazamentos. Geralmente, esse estágio não apresenta sintomas, mas a enfermidade pode ser detectada por meio de exames oftalmológicos.
2. Retinopatia diabética não proliferativa moderada a grave
Com a progressão, mais vasos são afetados, podendo ocorrer bloqueios na circulação sanguínea da retina. Nesse caso, pode haver alterações visuais e o risco de evolução para estágios mais graves aumenta.
3. Retinopatia diabética proliferativa (avançada)
É a fase mais grave da doença. Caracteriza-se pelo crescimento de novos vasos sanguíneos anormais na retina. Há alto risco de hemorragias internas e pode ocorrer descolamento da retina, levando à perda significativa ou total da visão.
Por que o acompanhamento oftalmológico é essencial?
Conforme mencionado, os primeiros estágios da doença não apresentam sintomas claros, de modo que essa só pode ser identificada por meio de exames médicos. Descobrir a ocorrência da retinopatia o quanto antes aumenta (e muito) as chances de melhora com tratamento, de modo que o controle da doença se torna facilitado. É possível, inclusive, reduzir significativamente o avanço da enfermidade e, por consequência, o risco de perda visual. Por isso, o acompanhamento regular com um oftalmologista é indispensável para quem tem diabetes.
Recomenda-se que pessoas com diabetes realizem exames oftalmológicos pelo menos uma vez por ano, ou conforme orientação médica.
Como prevenir a retinopatia diabética?
Embora nem sempre seja possível evitar completamente a doença, algumas medidas ajudam a reduzir o risco e retardar sua progressão:
- Manter o controle rigoroso da glicemia;
- Controlar a pressão arterial e o colesterol;
- Adotar uma alimentação equilibrada;
- Praticar atividade física regularmente;
- Não fumar;
- Realizar consultas oftalmológicas periódicas.
A retinopatia diabética é uma condição séria, mas que pode ser controlada e até evitada com diagnóstico precoce e cuidados adequados. O controle do diabetes, aliado ao acompanhamento oftalmológico regular, é a melhor estratégia para proteger a visão e garantir qualidade de vida.
Se você tem diabetes, não espere surgirem sintomas. Cuide da sua visão desde já e conte com o Hospital de Olhos para um acompanhamento especializado, seguro e contínuo sempre que precisar.



