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do Hospital de
Olhos de Cascavel

Telas e crianças: como proteger a saúde dos olhos dos pequenos

Com mais tempo livre nas férias e maior uso de tablets, celulares e videogames, cresce a preocupação com os impactos das telas na saúde ocular infantil. Contudo, a volta às aulas não significa que o perigo deixou de existir. Só muda de horário!

O alerta é reforçado por especialistas, especialmente com o aumento do uso recreativo de telas associado à rotina escolar, que já exige esforço visual contínuo.

De acordo com o oftalmologista Dr. Guilherme Leite Camargo, do Hospital de Olhos de Cascavel, o ato de piscar é fundamental para manter a lubrificação adequada dos olhos, e é justamente isso o que diminui diante das telas. “O ser humano pisca a cada 2 segundos, ou seja, cerca de 30 vezes por minuto. E quando estamos prestando atenção em algo, que não seja eletrônico, vamos piscar em média de dez a 15 vezes, ou seja, já cai bastante. Mas, quando é tela de computador, isso cai para cinco, no máximo dez vezes por minuto”, alerta o especialista.

Essa redução interfere diretamente na qualidade da visão: “Por isso é tão comum vermos crianças jogando videogame sem piscar, para não perder nenhum movimento do jogo… Esse mecanismo de piscar pouco vai ter impacto direto na nossa qualidade visual, como ardência, vermelhidão, lacrimejamento, cansaço, desfoque e foque… Por isso é importante ficar ligado para diminuir isso.

Riscos do excesso de telas

Além do desconforto ocular imediato, o uso excessivo de telas pode contribuir para o surgimento ou progressão de grau em crianças. “É sabido que crianças abaixo de dois anos não podem ter contato com telas. Acima dessa idade, o contato dever ser mínimo. Esse esforço para ver de perto gera grau em crianças”, explica o médico.

O esforço visual contínuo para enxergar de perto, comum no uso de celulares e tablets, exige acomodação constante da visão, o que pode favorecer o desenvolvimento de miopia. Por isso, o equilíbrio é essencial, seja nas férias ou durante o ano letivo, pois o dano pode ser pra sempre.

Como equilibrar o uso

Seja nas férias, nas folgas ou mesmo durante o período de aulas, especialistas orientam que os pais estabeleçam limites claros de tempo de tela e incentivem atividades ao ar livre, que estimulam a visão de longe e contribuem para o desenvolvimento saudável dos olhos. 

Alternar momentos de uso com pausas regulares também é fundamental. Uma estratégia simples é incentivar a criança a desviar o olhar da tela a cada 20 minutos e focar em algo distante por alguns segundos.

Outra medida importante é observar sinais de alerta, como queixas frequentes de dor de cabeça, olhos vermelhos, ardência, aproximação excessiva do rosto em relação à tela ou dificuldade para enxergar à distância.

Atenção redobrada no retorno às aulas

Com a volta às aulas, o esforço visual se intensifica. Leitura, escrita e uso de recursos digitais em sala exigem concentração contínua. “Não é à toa que existem trocas de professores entre as aulas, para dar esse tempo para as crianças”, destaca Dr. Guilherme, lembrando que pequenas pausas ajudam a reduzir o cansaço visual.

No caso de uso de tablets e notebooks, orientar sempre que a distância seja de um braço da criança, mas, mesmo assim, cuidar com o tempo de exposição.

Organizar um ambiente adequado de estudo, com boa iluminação e postura correta, contribui para preservar a saúde ocular. 

E, apesar de tudo isso, avaliações oftalmológicas periódicas são recomendadas, mesmo na ausência de queixas, para identificar precocemente alterações visuais.

O equilíbrio entre tecnologia e cuidados com a visão é o caminho para garantir que as crianças aproveitem as férias, as folgas e as aulas com conforto visual e melhor desempenho.

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